segunda-feira, 29 de agosto de 2016

MENSAGEM DO PRESIDENTE

John F. Germ

JOHN F. GERM

PRESIDENTE, 2016-17

AGOSTO DE 2016

George Campbell, dono da empresa para a qual eu trabalhava, me convidou para o Rotary 40 anos atrás. Naquela época, era muito comum nos Estados Unidos o chefe convidar o funcionário para se associar ao Rotary Club. Para ele, estar no Rotary era bom para os negócios e para a comunidade, e cabia a você simplesmente aceitar. Não é de se estranhar que, graças a essa cultura, o número de associados cresceu bastante naquele tempo.
George me advertiu para não usar o Rotary como desculpa para ficar displicente no trabalho. Isso não foi problema para mim, pois continuei sendo um bom funcionário e arrumava tempo para ir à reunião do clube na hora do almoço e servir em comissões. Eu nunca tive que me preocupar se o horário de almoço mais longo que eu tirava uma vez na semana atrapalharia meu avanço profissional, ou se meu chefe ficaria zangado se eu estivesse em uma ligação para o Rotary durante o horário de expediente.
Hoje as coisas estão diferentes. Grande parte das empresas não tolera que seus funcionários desperdicem tempo em outra coisa que não seja o serviço, e não é todo gerente que valoriza o voluntariado. É difícil aproveitar uma reunião do Rotary se o seu telefone fica apitando constantemente com novas mensagens do seu trabalho. E ficou mais difícil ainda equilibrar o Rotary e a vida profissional. O modelo que impulsionou o nosso crescimento no passado é o que impede a nossa expansão atualmente.
Foi por este motivo que o último Conselho de Legislação aprovou medidas inovadoras que permitem aos clubes variar o horário das reuniões e expandir o número de associados em potencial. Os clubes passaram a ter mais flexibilidade para atender às necessidades dos seus associados e derrubar o máximo de barreiras ao crescimento do quadro associativo. Mas há uma barreira que somente cada um de nós pode derrubar. Muitos companheiros não convidam outras pessoas para se associarem – e isso é um grande problema.
Sempre que falo a um grupo de rotarianos sobre a necessidade de termos mais mãos dispostas, mais corações afetuosos e mais mentes brilhantes para fazermos o nosso trabalho, todos aplaudem. Mas essas mãos, corações e mentes não aparecerão nos clubes como num passe de mágica. Temos que convidar as pessoas para se associarem. O convite é algo que só você pode fazer aos seus conhecidos. Ele é um presente. É dizer a alguém: “você tem o talento, as habilidades e o caráter que a nossa comunidade precisa para ficar melhor, e eu preciso que esteja do meu lado para que isso aconteça”.
Eu sou o presidente do Rotary International, mas só posso convidar as pessoas a se associarem ao meu Rotary Club de Chattanooga. Eu não tenho o poder de fortalecer o seu clube ou a sua comunidade. Só você pode fazer isso, convidando pessoas qualificadas para, ao seu lado, ajudarem o Rotary a Servir a Humanidade.

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