sexta-feira, 30 de setembro de 2016

EM NOVEMBRO, O DIA DA BANDEIRA (Quinta Parte)

Fonte de energia
A Bandeira do Brasil, idealmente definida em seus Hinos Nacional e à Bandeira, é tudo isso: um símbolo da grandeza da Pátria, da almejada paz e da esperança que aquece nossos corações de patriotas – e, ao mesmo tempo, é uma poderoso fonte de energia anímica, que nos impele ao cumprimento do dever para com a nossa pátria e para com os nossos irmãos brasileiros. Tremulando graciosamente no alto de um mastro, acariciada pela brisa matutina ou vespertina; conduzida garbosamente por crianças ou jovens em paradas estudantis; marcialmente empunhada pelos cadetes ou jovens soldados em empolgantes desfiles militares; avançando impavidamente nos campos de batalha, desfraldada por impetuosos soldados ou drapejando ao vento na popa dos vasos de guerra; pintada na fuselagem e nas asas dos aviões de combate, ou ainda hasteada vitoriosamente no pódio das grandes competições esportivas, a Bandeira Nacional é sempre aquela emocionante e inesgotável fonte geradora de maravilhosas inspirações e comovidas lágrimas; de fortes emoções e de imperecíveis atos de renúncia, bravura e heroísmo.
Nos momentos cruciais da vida e da história de um povo e de um país, a inspiração, o sonho e o ideal são indispensáveis para descobrir, criar, inovar, vencer, construir e impulsioná-lo irresistivelmente rumo a um radioso porvir. Se existe amor, união, fé, civismo e patriotismo, é sempre possível superar crises e tragédias, encarando-as como simples desafios. Então, de repente, salta a faísca que acende a imaginação e logo se converte numa fogueira abrasadora, que aquece a mente e o coração dos cidadãos, impelindo-os rumo a um fulgurante futuro de glórias, bem-estar e paz social.
E isto é compreensível porque em cada ser humano há potencialidades e faculdades ocultas e irrealizadas; há sementes do sucesso e da felicidade, plantadas bem no íntimo da sua consciência e do seu coração, que aguardam apenas que as reguemos com o suor do nosso fecundo trabalho, e que as alimentemos com a chama ardente do amor, da fé e da coragem, para colhermos, ao final, uma farta messe.
E não há faixa etária em que isso não seja possível. Porque, na verdade, somos tão velhos quanto nossos temores e tão jovens quanto nossa autoconfiança; tão velhos quanto nossa ignorância, e tão jovens quanto nosso conhecimento; tão velhos quanto nossa omissão e apatia, tão jovens quanto nossa participação e contribuição; tão velhos quanto nosso comodismo, tão jovens quanto nossa criatividade e trabalho; tão velhos quanto nossas dúvidas e nosso desespero – e tão jovens quanto nossa fé e nossas esperanças.
Há, pois, que sonhar, ousar, criar, realizar, persistir, colher e tornar a semear, sem descanso e sem esmorecimentos. O valor de um povo, de uma nação, de um país, nada mais é do que a integração do valor individual dos seus cidadãos. A sublimação dos valores e ideais humanos, sociais e nacionais forja um brioso povo, cria uma pátria soberana, livre e respeitada, e projeta sua Bandeira na panóplia dos eventos mundiais que balizam a vitoriosa marcha da humanidade.
* O autor é Ivo Arzua Pereira, associado ao Rotary Club de Curitiba-Oeste, PR, ex-governador do distrito 4730 e assessor do Conselho de Administração da Cooperativa Editora Brasil Rotário (hoje Revista Rotary Brasil). Adaptação de artigo originalmente escrito para as comemorações dos 100 anos da Bandeira do Brasil, em 19 de novembro de 1989.
** Publicado originalmente na edição de 

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