sexta-feira, 30 de setembro de 2016

EM NOVEMBRO, O DIA DA BANDEIRA (Terceira Parte)

As origens das figuras
Nos escudos de armas aparecem muitas vezes os atributos heráldicos, a que genericamente se chamam“figuras”. O mais usado dos atributos heráldicos é a Cruz, que se acha presente em todos os grandes acontecimentos destes últimos 21 séculos e é venerada por grande parte da humanidade. Outras figuras dizem respeito a seres humanos, animais e corpos celestes.
Os antigos romanos usavam como emblema uma esfera azul, atravessada por uma faixa branca, o mesmo acontecendo com a Igreja Católica. Uma esfera armilar (composta de dez círculos ou armilas), carregada por uma esfera menor azul, atravessada por uma faixa branca e em curva, fazia parte da nossa primeira bandeira, a do Principado do Brasil. Esta mesma figura ornava as coroas dos reis de Portugal e as dos Imperadores do Brasil, sempre na cor azul e cingida de branco.
Pelo Decreto número 4 de 19 de novembro de 1889, o Governo Provisório estabelecia que a nova Bandeira do Brasil teria no centro do losango amarelo, “a esfera celeste azul, atravessada por uma faixa branca”. Na primeira transcrição do decreto, esta “esfera celeste azul” transformou-se em “esfera azul celeste”, com o que se inaugurou na heráldica nacional uma cor absolutamente inédita, hoje consagrada e fartamente difundida.
As figuras mais comuns em nossos símbolos são as estrelas, que vêm fascinando o ser humano desde os tempos imemoriais. Uma estrela com cinco pontas figura nas Armas Nacionais, como se fosse um manto, protegendo o escudo, no qual outras cinco estrelas representam a constelação do Cruzeiro do Sul. E na orla do escudete, tantas outras estrelas de cinco pontas a adornam, ficando na copa da espada uma outra estrela, representando o Distrito Federal.
As constelações que figuram na Bandeira Nacional correspondem ao aspecto do céu da cidade do Rio de Janeiro às 8 horas e 30 minutos do dia 15 de novembro de 1889, conforme dispõe o referido ato legal. A constelação do Cruzeiro do Sul não figura apenas em nossa Bandeira, constando também nas bandeiras de três outros países: Austrália, Nova Zelândia e Samoa.
O Cruzeiro do Sul figura em nossa Bandeira com quatro estrelas brilhantes, dispostas em cruz com um braço vertical maior, e o menor ligeiramente oblíquo em relação ao maior, com aclive da esquerda para a direita. Além delas, mais sete outras estrelas, com brilho menor, também compõem a constelação do Cruzeiro do Sul.
Primitivamente parte da constelação do Centauro, na qual está inserida a constelação do Cruzeiro do Sul, foi destacada como agrupamento independente pelos grandes navegadores portugueses no século 15.

** Publicado originalmente na edição de 

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